sábado, 23 de março de 2013

Oficina de Psicomotricidade para turma de 2º Ano–Série Iniciais –autoidentificação/orientação espacial

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      Esta oficina de psicomotricidade foi realizada pela equipe multidisciplinar, SEAA, para uma turma de 2º ano - Séries Iniciais em que os conteúdos: Língua Portuguesa – gêneros literários – literatura infantil (contação de histórias) com temas envolvendo autoidentificação - hábitos da vida diária e orientação espacial tem como objetivo ser uma aula motivadora para as atividades de estimulação do desenvolvimento da imagem e domínio do esquema corporal, habilidade básica da alfabetização, pois a criança localiza coisas, seres e acontecimentos a partir do conhecimento que tem do seu corpo e de se situar no tempo e no espaço.

Recurso didático foi um “Conto de Fadas” – “Patrícia no Mundo Encantado da Fantasia”

Sinopse do conto:

Era uma vez uma menina que se chamava Patrícia que morava com sua família. Estudava pela manhã, tinha que levantar muito cedo, gostava da escola e todos gostavam dela. Gostava também de brincar e assistir filmes na TV até tarde da noite. No outro dia quase não conseguia prestar atenção à aula. Na noite em que foi assistir “Alice no País das Maravilhas”, o filme terminou muito tarde da noite, foi dormir assim que acabou e teve um sonho fantástico. Estava em um mundo encantado de um reino muito distante. Lá havia fadas, bruxas, sapos encantados, flores, borboletas e passarinhos, um lindo sol, um castelo, princesa e um príncipe. Foi conhecer junto com um a fada tudo que havia de maravilhoso e quando percebeu era muito tarde e precisava acordar para ir prá escola. Só que não sabia onde morava, o endereço, o telefone, o nome completo dos pais, o dia que nasceu… nada! “Somente “Seu Corujito” uma corujinha que tudo sabia e era também mágica lhe falou da importância de se saber tudo sobre si mesmo e de seu mundo para não ter problemas e se mais feliz”. Fez uma mágica: fez Patrícia dormir e quando ela acordou estava em sua cama. Patrícia acordou e estava atrasada para a escola. Contou pra sua mãe que teve um sonho muito lindo e muito importante, pois descobriu que precisava saber tudo sobre sua vida, e que ao chegar à escola já começaria a descobrir e aprender isso. E assim Patrícia e sua família viveram felizes para sempre!

Estratégias

DSC04849(imagem 1)

A história é contada e não lida e não tem ilustrações. O painel “Contos de Fadas” leva os alunos, mentalmente imaginar as cenas.

DSC04851(imagem 2)

Usando o painel “Contos de Fadas” (imagem 1), o mediador da oficina, abre as cortinas (imagem 2) e com entonação de mistério, suspense e surpresas, faz uma abertura: “Atenção, turma, vamos agora entrar no mundo da imaginação, dos reinos encantados, onde existem as bruxas, os dragões, os lobos maus, as feiticeiras”… mas também onde existem as fadas-madrinhas, castelos mágicos, os príncipes, as princesas, lagos encantados… e vou contar uma história linda que aconteceu neste reino: e começa a contar a história de Patrícia, que uma menina da idade das crianças e tem muito em comum com elas.

No final há sempre o coro: “viveram felizes para sempre”, e aí há uma interpretação orla da historia(imagem 3)

DSC04942(imagem 3)

  1. Gostaram?
  2. Por que a Patrícia num sonho tão maravilhoso ficou preocupada com o tempo, e queria voltar?
  3. Vocês acham que isso pode acontecer na vida real?
  4. É importante saber onde mora, quem que a gente é, saber sobre nossa vida, nosso mundo, nosso corpo? (aqui os alguns alunos fizeram relatos de suas experiências (em situações semelhantes a que o personagem estava vivendo), ficaram perdidos e sabiam como encontrar os pais).
  5. Falar do corpo. Saber como é o seu corpo e como funciona, o que se pode fazer com ele… faz parte do “saber tudo sobre si mesmo”. Citar partes e provocar relatos dos conhecimentos prévios sobre o corpo e sobre algumas partes que não sabem (como os cílios, as orelhas, os cabelos) com a finalidade de perceberem que ainda há muito para descobrir
  6. Finalizando, após ficar um consenso sobre a importância de saber tudo sobre sua própria identidade, levar consigo o endereço, saber os nomes dos pais, o telefone, foi acrescentado que saber do próprio corpo faz parte de saber de sua história. Assim como “(dormir tarde não é legal quando se tem que acordar cedo, a gente aprende menos, não consegue nem gostar de ir á escola), há um dever de casa para ser feito com os pais”.
  7. Dever de casa; levar uma ficha para preencher com todos os dados: nome, data do aniversário, nome dos pais, endereço (bairro, cidade, estado e país), um quadrado onde a criança vai fazer seu retrato (olhando-se no espelho), não deixando os detalhes do seu corpo ficarem esquecidos no desenho: adentrando o o conhecimento do corpo. Colorir. Embaixo colocar a data. Entregar para a professora e colar na agenda. ( Imagem 4).

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Conclusão

Esta oficina de psicomotricidade, objetivando motivar os alunos para o do conhecimento e domínio da imagem e do esquema corporal, nas próximas atividades de estimulação do desenvolvimento psicomotor, trabalhou valores, hábitos do cotidiano, orientação espacial, oralidade. Nas próximas atividades: esquema corporal, lateralidade, coordenação motora, visomotora, orientação espacial com uma série de atividades que estão descritas na postagem anterior, clique > aqui, para ver. E todas as falhas após serem estimuladas apresentam resultados em sala de aula, diminuindo as dificuldades de aprendizagem apresentadas.

Veja também:

Gincana Psicomotora: Sugestões de Atividades

Circuito de Psicomotricidade – Tente e Invente na própria Sala de Aula

Por: Júlia Virginia de Moura – Pedagoga

2 comentários:

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