sábado, 24 de novembro de 2012

Tipos de Redações mais solicitados nos Vestibulares–Exemplos

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Narração
O gênero narrativo consiste em apresentar uma história em um determinado contexto com personagens. O narrador pode estar dentro da trama ou onisciente (aquele que narra tudo o que acontece sem estar presente). A estrutura do texto, a apresentação dos personagens, o local o tempo, em que a história se passa e qual a situação que ocorre. É preciso também introduzir um conflito, gerar um clímax, momento crítico da leitura e o final da história.

Dissertação
É o tipo de texto mais exigido pelas universidades e tem o objetivo de defender seu ponto de vista para o leitor acerca do assunto pedido. Em primeiro o lugar: colocação de a ideia desenvolvê-la, e concluí-la. É Evitar escrever o que já se tem falado muito e usar o senso crítico é importante para produzir um bom texto. É comum usar a terceira pessoa do singular, mas não é proibido escrever em primeira pessoa.

Carta
Esse tipo de texto pode ser usado tanto para fins pessoais, escrever a um amigo, quanto para reivindicações, apoios, pedidos e reclamações. A maioria dos vestibulares que cobra esse gênero o faz no formato carta dissertativa, em que se deve persuadir o leitor da necessidade do pedido escrito no documento, se escreve para um leitor específico, portanto há a necessidade de adequar a linguagem. A dissertação apresenta essa diferença: destinada para um público geral. As características da carta devem ser mantidas: data e local no topo da página, saudação de acordo com o destinatário, corpo do texto e assinatura.

Textos jornalísticos
Nesse campo entram os três tipos pedidos: reportagens, editoriais e artigos. A diferença básica entre eles é que o primeiro tem um discurso neutro, enquanto os outros dois são opinativos. O editorial reflete a opinião do jornal ou veículo de comunicação, enquanto o artigo mostra a do autor. No caso da reportagem é preciso escrever fatos e informações de forma objetiva, já nos outros as informações são introduzidas para compor uma argumentação própria.

NARRAÇÃO – exemplos de Crônicas e Contos

No gênero narração são as mais comuns, que tem possiblidades menores, mas tem, de cair em vestibulares – identifique as características, citadas na postagem explicativa clicando aqui > Impacto da Pedagogia Moderna.
Crônica
Exemplo de uma crônica política atual
clip_image002Esta crônica foi publica no site: http://wwwideiasubalterna.blogspot.com.br/2012/10/a-cronica-politica-em-alta.html
João Ubaldo Ribeiro
                          A zelite

           “No setor das grandes questões nacionais, o julgamento do mensalão se aproxima do fim, grande parte do suspense inicial já se foi e agora o que se espera é, no interessante dizer do comentarista que escutei no rádio de um táxi, a customização das penas, ou seja, a definição das punições que receberá cada um dos réus condenados, por sinistro desígnio da zelite. Acho difícil haver um problema que não tenha sido causado pela ação da zelite, é um grande achado. E talvez nele esteja, afinal, uma novidade. Não muito importante, quiçá, mas, na falta de outra, quebra o galho. Creio que já podemos cogitar da inclusão de "zelite" nos dicionários como mais um coletivo da lavra popular, com a observação de que por enquanto leva o predicado ao plural, mas no futuro talvez perca essa peculiaridade. Acredito que logo estaremos dizendo coisas como "a zelite não vai aceitar" ou "ele pertence à zelite paulista". Não deixa de ser uma contribuição ao vocabulário da perseguida língua portuguesa.
          Resta, porém, definir direito o que é zelite. Não é muito fácil, pelo menos para quem acompanha o noticiário brasileiro. Por enquanto, lembra um pouco o que sucede com a palavra "democracia" e cognatas. Qualquer regime - e tem sido assim em toda a História contemporânea - pode apregoar ser uma democracia. A Alemanha Oriental era a República Democrática Alemã e a Coreia do Norte é oficialmente a República Democrática Popular da Coreia. Fenômeno semelhante acontece com a zelite, na direção oposta. É desejável ser democrático e é odioso ser da zelite; elogia-se com o primeiro e xinga-se com a segunda.
(...)
          Mas que diabo é a zelite? Sabemos que a palavra vem de "elite". No caso, elite política e econômica. Imagina-se que a elite política seja composta por quem está no poder. Presidente da República é zelite política, assim como os que exercem alguma fatia do poder. Que outro critério haveria? Ou a elite política está diretamente no governo ou o exerce mediante fantoches e paus-mandados, caso em que, ao denunciar a zelite, estaria denunciando a si mesma. Qual a zelite que se opõe aos que estão no poder? A zelite financeira está com eles, os bancos prosperando e ganhando dinheiro como nunca, como já comentou o próprio ex-presidente Lula. A zelite empresarial também não parece descontente, a não ser quanto a um ponto ocasional ou outro. A zelite das empreiteiras, então, nem se fala. A zelite artístico-intelectual, além de não ter poder concreto para nada, não costuma pensar uniformemente. Não me ocorre nenhuma outra zelite à qual se possa atribuir a culpa dos infortúnios enfrentados pelos réus do mensalão. Quem aprontou a trapalhada foram eles, mas a culpa não é do despreparo e dos erros deles, é da zelite.
         A palavra já cria raízes em nossa terminologia política e, ao que tudo indica, terá vida longa, porque serve para fingir que se está explicando alguma coisa. Foi pegado com a boca na botija ou mentindo deslavadamente, os planos deram errado? Distribua uma nota ou faça um discurso, mostrando como a responsável é a zelite. O pessoal ganha, chega ao poder já pela terceira vez, está no topo da zelite governante e, no entanto, a zelite, até mesmo através do voto, fica atrapalhando. É por essas e outras que dá vontade de arrolhar a zelite e sua imprensa e estabelecer aqui uma verdadeira democracia, igual à da Coreia do Norte.
Imagem:http://www.deverdeclasse.org
O Coveiroclip_image004
clip_image003Millôr Fernandes
         Ele foi cavando, cavando, cavando, pois sua profissão - coveiro - era cavar. Mas, de repente, na distração do ofício que amava, percebeu que cavara demais. Tentou sair da cova e não conseguiu. Levantou o olhar para cima e viu que sozinho não conseguiria sair. Gritou. Ninguém atendeu. Gritou mais forte. Ninguém veio. Enrouqueceu de gritar, cansou de esbravejar, desistiu com a noite. Sentou-se no fundo da cova, desesperado. A noite chegou, subiu, fez-se o silêncio das horas tardias. Bateu o frio da madrugada e, na noite escura, não se ouviu um som humano, embora o cemitério estivesse cheio de pipilos e coaxares naturais dos matos. Só pouco depois da meia-noite é que vieram uns passos. Deitado no fundo da cova o coveiro gritou. Os passos se aproximaram. Uma cabeça ébria apareceu lá em cima, perguntou o que havia: O que é que há?
          O coveiro então gritou, desesperado: Tire-me daqui, por favor. Estou com um frio terrível! Mas, coitado! - condoeu-se o bêbado - Tem toda razão de estar com frio. Alguém tirou a terra de cima de você, meu pobre mortinho! E, pegando a pá, encheu-a e pôs-se a cobri-lo cuidadosamente.
Moral: Nos momentos graves é preciso verificar muito bem para quem se apela.

No texto, o narrador não participa dos fatos é, portanto, um mero observador. Narra em terceira pessoa e situa a personagem, o coveiro, em um determinado lugar, uma cova, fazendo com que ele se relacione com outra personagem, o bêbado, num determinado tempo, depois da meia-noite.
A partir daí podemos inferir as principais características do texto narrativo:
Apresenta

fatos em uma sequência, numa relação de causa e efeito;
os fatos são vividos por personagens, em um determinado lugar e tempo; apresenta um narrador que pode assumir, diante dos fatos, dois pontos de vista: o de narrador-personagem e o de narrador-observador.

Esta crônica foi citada e explicada pelo professor
Prof. Abrahão C. Freitas
Autor de Gramática

no link:http://www.universitariovestibulares.com.br/Conteudo.aspx?IDConteudo=23
Contos
clip_image005Contos fantásticos são aqueles lidos na infância como:
A Bela Adormecida, Os três porquinhos, Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve, dentre outros, são histórias tradicionais que se repetem entre as gerações desde que existem.
Mais recentemente, temos a trilogia de Shrek, Senhor dos Anéis, Harry Potter e as crônicas de Nárnia que saíram das páginas e viraram “filmes de grande bilheteria”, como dizem na linguagem cinematográfica.
Esse tipo de gênero textual já foi tema em provas de literatura e uma das propostas de redação de vestibulares.

Fantasia, magia, seres humanos solucionando situações através do sobrenatural – essa a principal característica do Conto- se for produzir um conto, este não precisa ser longo , baseie-se em uma história que conhece, contudo, não plagie, seja criativo e original.
Na próxima postagem:
Texto Dissertativo
 
Por: Julia Virginia de Moura- Pedagoga
Fonte de Pesquisa:
- Redação Para O Vestibular - Maria Inês Ghilard
Mundo Educação – Crônica no Vestibular
RIBEIRO, João Ubaldo. A zelite. Estado de São Paulo. São Paulo, 21 out.2012. Site do periódico.
http://www.universitariovestibulares.com.br/Conteudo.aspx?IDConteudo=23








































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