terça-feira, 11 de setembro de 2012

Atividades para Matemática–Número Operatório: contas ou problemas?

A criança precisa consolidar os aspectos do número Cardinal e Ordinal e para isso necessita, naturalmente ou por estimulação, ter desenvolvido a capacidade de Classificação e a Seriação que consolidam o Número Operatório. O número operatório, então é o número que representa uma quantidade que pode sofrer uma ação de adição ou subtração, uma ação reversível-(também chamada de invariância numérica) que pode ser desfeita, de onde se conclui que o aluno será capaz de solucionar as situações-problemas, operacionalizando ou não, se ele conservar quantidades.
Veja exemplos:
1-Foi dado ao aluno materiais escolares e ela organizou por semelhanças:
Classificação> Quantidades> Número Cardinal
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2-Foi dado um vasilhame com blocos do alfabeto móvel- a aluna colocou cada letra na ordem alfabética: Seriação>cada elemento em seu lugar>Número Ordinal
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3-Da mesma forma, foram dadas garrafas de vários tamanhas, a aluna colocou-as em ordem de tamanho: Número Ordinal.clip_image004
Para adquirir habilidade de resolver situações-problemas e operacionalizar é preciso consolidar o Número Operatório, (classificar, seriar, relacionar quantidades e quantificar) - quando considera a quantidade inicial e adiciona outra quantidade, sem contar um a um para chegar ao todo – habilidade em que a ação é reversível – se ele conta de um em um, o aluno não está adicionando, está contando e não desfaz essa contagem. Mas se adicionar quantidades ele pode voltar e fazer esta ou outra ação, novamente.
O número das operações matemáticas deve estar contido no contexto da situação-problema, portanto o aluno precisa primeiro entender a situação-problema (para isso precisa conservar quantidades) e aí o professor vai discutir com os alunos a estratégia que usou para solucionar a situação-problema e desta estratégia vem às operações, no início, adição e subtração.
As estruturas de Classificar (aproximar elementos semelhantes) que forma o número Cardinal; Seriar (colocar na ordem elementos, por espécie, tamanho, cor...) que forma o número Ordinal: são estruturas lógicas da construção da habilidade de quantificação (estruturas básicas para operar matematicamente).
Estas habilidades se desenvolvem de forma gradual, em etapas sucessivas da infância até a adolescência, á princípio com elementos concretos, e pouco a pouco a necessidade de elementos concretos diminui e na adolescência e será capaz de construir abstratamente. “Não podem ser ensinadas, mas podem ser estimuladas através de jogos, brincadeira e vivência” (Faraco Ramos).
As sugestões abaixo: umas foram adaptadas e usadas com grupos de alunos e outras retiradas do livro de Luzia Faraco Ramos, “Conversas sobre Números, Ações e Operações”- Editora Ática.
Sugestões de Estimulações ao Desenvolvimento
da Classificação e Seriação
Nestas sugestões os jogos e brincadeiras são através do concreto, principalmente do lúdico: é necessário que os sinta com todos os sentidos, manuseando objetos, usando, principalmente o próprio corpo, vivência de regras e comandos colaboram para que a criança construa e organize seu pensamento, sem esquecer a expressão artística (registrar sentimentos, exposição da vivência) após cada jogo.
1- “Qual é o nome do meu Grupo” – Classificação Coletiva
Dividir a turma em 3 ou 4 grupos (por semelhanças entre os participantes: cabelos longos, cabelos curtos, de uniforme, sem uniforme, usam óculos, maiores, menores etc.).
Os alunos foram divididos em 3 grupos, e para separá-los, foram usados cartõezinhos amarelos, rosa e azuis: e cada aluno se juntava ao grupo de cor igual, assim discriminados:
amarelos – sem uniforme completo; rosa: cabelos longos amarrados; azuis: cabelos bem curtos.
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Estratégia: a cada grupo foi explicado em segredo “o porquê” estavam juntos e deveriam adivinhar porque cada grupo foi separado e dar um nome (classificação/ quantidade);
Depois proponha às crianças que reinventem novos agrupamentos.
Depois registrem em desenhos ou descrições escritas (de acordo com o nível da turma)
2- “Cada um tem seu lugar” – Seriação
Apresente aos grupos de 4 alunos – vários cereais misturados sobre a mesinha:
feijão, macarrão, grão de bico, milho e arroz e ervilha coloque 4 potinhos para que os alunos possam colocar cada grão em seu potinho:
FEIJÃO – MACARRÃO – GRÃO DE BICO – MILHO - ERVILHA
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Os alunos  terão que separar os grãos e colocar cada grão no potinho que tem o seu nome
Competição: o grupo que terminar primeiro será premiado
Aí há também o desenvolvimento da coordenação motora fina.
3- Brincar de ArrumaçãoClassificação em grupo
Solicitar que os alunos tragam de casa diversos objetos de que disponham: embalagens vazias, tampinhas coloridas, fitas, brinquedos, bolas, revistas, livros, CDs, DVDs etc.
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O professor faz uma classificação de alguns objetos e os alunos deverão adivinhar qual foi o critério (como é o nome da quantidade); após terem compreendido, peça que façam outros agrupamentos e cada grupo desafiará os outros grupos a dizerem o “nome da quantidade” – (a classificação).
4-Quem tem mais?
Cobrir um dado com fita crepe – deixando marcas de 1 e 3 ( fazer as bolinhas): uma bolinha em 3 faces e 2 bolinhas nas outras 3 faces; uma bandeja e 15 palitos de sorvete. Cada jogador lança o dado na sua vez e pega tantos palitos quantos ele indicar. O jogo acaba quando acabarem os palitos. Para descobrir quem ganhou o jogo fazem correspondência um a um entre a quantidade de palitos dos jogadores.
Objetivos: comparar e estimular adições de pequenas quantidades, construir o número cardinal.
Representação: cada criança faz uma colagem com os palitos que ganhou.
5-Caminhar na Trilha – em dupla
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Uma trilha, uma caixa de fósforos. Dependendo de como a caixa cair, consegue-se 1 ponto (deitada), 2 pontos (de lado), 3 pontos (em pé) e dá-se a quantidade de passos correspondentes. Ganha o jogo quem chegar primeiro ao fim da trilha.
Objetivos: brincar com percurso (o que é muito diferente de brinca com quantidades); perceber a ideia de lugar ocupado (essa estrutura será a base par a construção do número ordinal).
Conclusão:
Essas atividades estimulam a construção dos conceitos básicos na construção do número, do pensamento lógico, por meio de vivências divertidas e significativas que levam a compreender o que estão fazendo sem decorar conceitos, mas experimentando-os.
Toda a pesquisa foi feita através do livro, que recomendamos, Conversa sobre números, ações e operações – Luíza Faraco Ramos – Editora Ática.
Por: Júlia Virginia de Moura
Fonte: Faraco Ramos, Luíza -Conversa sobre números, ações e operações – Editora Ática.

















































2 comentários:

  1. GOSTEI AMIGA, ESTOU COMPARTILHANDO NO FACEBOOK, ABRAÇO!

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  2. Agradeço a visita e o compartilhamento, Gracilene.
    abraços

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