quinta-feira, 24 de maio de 2012

Oficina de Psicogênese da Escrita - para professores - Escola Classe 02 do Arapoanga


Esta sugestão de atividades foi realizada na IV Coordenação Coletiva Especial , em formação continuada para professores de uma escola pública do Distrito Federal, onde trabalho, na Equipe Disciplinar (SEAA).


A supervisora pedagógica Franci Barros promoveu uma "Oficina de Psicogênese da Escrita", abordando os passos importantes, imprescindíveis que determinam a precisão do teste, lembrando que a importância do teste da Psicogênese está em relação direta  com o planejamento do professor: é a base do seu planejamento,
pois a partir do resultado do teste quando realizado da maneira correta vai dar direcionar as ações pedagógicas do professor que deve partir do que o aluno já construiu no seu processo de aquisição da escrita e o que ele necessita para avançar no seu desenvolvimento.
O teste da Psicogênese da Escrita faz parte das teorias construtivistas da pesquisadora  Emília  Fereiro.
Emilia Ferreiro nasceu na Argentina em 1936. Doutorou-se na Universidade de Genebra, sob orientação do biólogo Jean Piaget, cujo trabalho de epistemologia genética (uma teoria do conhecimento centrada no desenvolvimento natural da criança) ela continuou, estudando um campo que o mestre não havia explorado: a escrita. A partir de 1974, Emilia desenvolveu na Universidade de Buenos Aires uma série de experimentos com crianças que deu origem às conclusões apresentadas em Psicogênese da Língua Escrita, assinado em parceria com a pedagoga espanhola Ana Teberosky e publicado em 1979. Emilia é hoje professora titular do Centro de Investigação e Estudos Avançados do Instituto Politécnico Nacional, da Cidade do México, onde mora.




Durante a Oficina todos os detalhes importantes no momento da aplicação do teste foram apontados e os vários níveis ou hipóteses da construção da escrita: Pré-Silábico, Silábico, Alfabético e Ortográfico. Como analisar e interpretar os resultados.








Um dos momentos mais importantes foram as colocações sobre como considerar um resultado de um teste de um aluno que se apresentou Ortográfico, em que muitos educadores interpretam que o aluno para estar neste nível não comete mais erros e lê fluentemente. A supervisora esclareceu que  se o aluno escreve e ainda comete erros como omissão de letras, mas se ele lê o que escreveu, mesmo que sua leitura ainda não seja fluente, ele está ortográfico.
Outro ponto que gera polêmicas quanto à precisão do teste da Psicogênese é a questão dos erros, que muitos educadores interpretam somente como falhas e fracasso no processo, mas que a consideração que deve ser feita em relação aos erros  é de uma grande importância, ao contrário do que pensam muitos.
E para finalizar a Oficina, o ponto alto foi a atividade prática realizada pelos professores: receberam uma tabela numerada, e foram apresentados em slides testes prontos para que fossem analisados e classificados de acordo com o Nível identificado pelo professor. E no término da atividade houve a comprovação das respostas, debates e as dúvidas foram esclarecidas. 
Bastante esclarecedora  e prática a Oficina apresentada pela supervisora pedagógica Franci e pela Coordenadora Adriana.
Esta postagem se encontra também no link do blog da Escola Classe 02 do Arapoanga -
http://ec02doarapoanga.blogspot.com

Por: Julia Virginia de Moura- Pedagoga

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