sexta-feira, 18 de maio de 2012

Atividades para desenvolver a adição e subtração – Teoria das Situações Didáticas -Guy Brousseau

 

  Adição e subtração – 2º e 3ºano – séries iniciais

gb

 

"Existem três tipos de situação que me interessam: aquelas que convocam à tomada de decisões, ou seja, que colocam os alunos em ação, as que permitem formular ideias e colocá-las à prova e, por último, os debates, momento em que o grupo discute estratégias de resolução, avaliando quais opções são mais adequadas.'' Guy Brousseau
O educador francês desenvolveu a Teoria das Situações Didáticas com base nas condições necessárias para a construção do conhecimento matemático.
A ideia trouxe uma concepção inovadora do erro, deixa de ser um desvio imprevisível para se tornar um obstáculo valioso e parte da aquisição de saber. 
A Teoria das Situações Didáticas desenvolvida por  Brousseau tem seu no princípio de que "cada conhecimento ou saber pode ser determinado por uma situação", entendida como uma ação entre duas ou mais pessoas. Para que ela seja solucionada, é preciso que os alunos adotem os procedimentos correspondentes.
Se  o professor usa jogos para desenvolver o raciocínio lógico ( como xadrez, jogo de damas, banco imobiliário, megapolis e outros) esta prática torna-se um procedimento básico que pode levar o aluno a usar (como conhecimento adquirido) para criar uma estratégia, o procedimento para solucionar situações-problemas.
O professor propondo  um problema e se este problema for usado dentro de uma situação real vai favorecer o  agir, refletir, falar e evoluir por iniciativa própria, criando assim condições para que tenham um papel ativo no processo de aprendizagem. Brousseau chama essa situação de adidática. Mas ainda assim, de acordo com Brousseau,  o aluno ainda "não terá adquirido, de fato, um saber até que consiga usá-lo fora do contexto de ensino e sem nenhuma indicação intencional". Situação que o professor pode simular, solicitando estas ações em casa e levando-as para a escola.
O jogo “Bate Figurinha, ou “bafo”” (veja a descrição abaixo )é uma sugestão de atividade que o professor pode promover em sala de aula usando de forma lúdica e informal para desenvolver o processo de adição e subtração. Este jogo tem nomes diversos de região para região. Atualmente as crianças tem usado álbuns do desenho animado “Ben 10” e da novela “Rebelde”. “Hello Kit”, “Seleção Brasileira de Futebol”
hk   b1  sb
re  e outros…
Bate figurinha ou “bafo”:
Os meninos reúnem as figurinhas dos álbuns que são repetidas, fazem um montinho e batem a mão sobre elas, as que virarem ao contrário é ganha por quem bateu a mão. O jogo é feito de comum acordo entre todos, e só vale bater figurinhas repetidas para que ninguém saia no prejuízo.

bafo
Como usar este jogo para desenvolver a adição e subtração

Desenvolvimento
Divida a turma em duplas( ou grupos de 4 alunos) peça que tragam as figurinhas repetidas e estabeleça as regras do jogo:
1- Em cada dupla  ou grupo haverá um juiz  do jogo, cuja atribuição é registrar  em uma folha, abaixo dos nomes dos jogadores:
* Quantas figurinhas cada (usar o nome em colunas) jogador iniciou o jogo, e acrescentar abaixo deste valor, através de bolinhas azuis para figurinhas ganhas e bolinhas vermelhas para cada figurinha perdida.
O professor determina a regra do término do jogos: quando houver um ganhador ou marcar o tempo de jogo ( recomendável desde a primeira vez, pois haverá o saldo: restantes) pois no final serão computados os valores e representados por números. Quem ganhou mais  e quem perdeu.
* Durante a verificação dos resultados deixe que cada  dupla (ou grupo) discutir as possibilidades de resolução que serão utilizadas.  observe os procedimentos empregados. o professor só intervirá se os alunos a turma apresentarem dificuldades, por exemplo, perguntando: o que aconteceu com as figurinhas ? Peça que registrem seu pensamento. Isso facilita a organização das ideias e permite que cada um tenha mais clareza do que é solicitado. não estabeleça procedimentos. As duplas que apresentarem procedimentos e resultados corretos, deixe que passem para outras duplas   explicando como conseguiram chegar aos resultados. Depois deixe que demonstrem estratégias  usadas, na lousa, para todo a turma. para o colega como resolveram.
*No final, com os dados em mãos o professor registra a situação- problema de um grupo por exemplo, e trabalha  a turma a construção dos conceitos : mais para adição, menos para subtração. Cada dupla ou cada grupo vai registrar no caderno a situação-problema e o resultado. Em um outro momento, após a varação de jogos e estabelecimento dos conceitos, o professor introduz os algoritmos.
Sugestões de atividades para que os aluno  consigam usar as estratégias" “fora do contexto de ensino e sem nenhuma indicação intencional" como recomenda Guy Brousseau dentro de uma situação que o professor pode simular, solicitando estas ações em casa e trazendo-as para a escola:
Exemplo: em uma aula de arte solicitar matériais apropriado para criar diversos objetos para uma “feirinha” de artesanato: imãs de geladeiras, pregadores de roupa, porta-retratos… veja sugestões apropriadas para alunos de sua turma; Construa modelos , peça que construam em casa os mais simples que podem ser construídos sem o perigo de usar instrumentos cortantes, ou apenas construa as peças e deixem que finalizem os produtos em casa  e depois faça a “feirinha” na festa junina < ou em uma data comemorativa mais próxima) na escola com o objeto de arrecadar dinheiro para um passeio, um lanche coletivo etc. Após os objetos finalizados e vendidos deixe que construam situações-problemas e soluções envolvendo adição e subtração, sempre pedindo que registrem procedimentos e resultados. É importante que as duplas ou grupos vencedores ( de acordo com as regras estabelecidas sejam premiadas : motivação)
Veja sugestões
ca Capas de cadernos ou agendas em E.V.A
cc Capa para Celular – há sites com moldes( basta pesquisar)
deduchos Deduchospc Porta-Canetas (lápis de cor…)

pr2
Porta-retratos
Com material recicável ou E.V.A


por Julia Virginia de Moura – Pedagoga


DICAS DA NOVA ORTOGRAFIA
COMPOSTOS:
  • EMPREGA-SE O HÍFEN nos compostos sem elemento de ligação quando o 1° termo, por extenso ou reduzido, está representado por forma substantiva, adjetiva, numeral ou verbal: ano-luz, tio-avô, luso-brasileiro, primo-infecção, arcebispo- bispo, zé-povinho, má-fé, segunda-feira, arco-íris, afro-asiático, mato-grossense, bate-estacas, decreto-lei, afro-luso-brasileiro, norte-americano, conta-gotas, azul-escuro, porto-alegrense, finca-pé, joão-ninguém, alcaide-mor, seu-vizinho, guarda-chuva, médico-cirurgião, amor-perfeito, sul-africano, vaga-lume, mesa-redonda, boa-fé, verbo-nominal, porta-aviões, rainha-cláudia, forma-piloto, primeiro-ministro, porta-retrato, tenente-coronel, guarda-noturno, primeiro-sargento, quebra-mar.



Fonte de Pesquisa:
Brousseau e a idéia de Situação Didática
http://www.educared.org/educa/img_conteudo/file/CV_179/Wagner%20Pommer%20Apresentacao%20SEMA%202008%2009%2002.pdf

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